Durante muito tempo tive vontade de escrever. De partilhar o que penso, o que sinto, o que observo. Mas havia algo que me travava. O medo do julgamento. O medo de me expor.
O Nenhum Guru nasceu exatamente disso. Da decisão de enfrentar esse medo e começar a falar, mesmo sem saber muito bem como vai correr.
Sou pai, filho, amigo, amante, rei, mago e herói. Sou também uma pessoa racional e disciplinada que é intensa e emotiva, às vezes ao mesmo tempo. Sou muito observador, o que me faz perceber detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Estou no caminho do autoconhecimento e da espiritualidade, não como destino, mas como forma de viver o dia a dia com mais consciência.
Nunca gostei de idolatrar pessoas ou ideias. Não me sinto bem a seguir verdades prontas, sejam elas religiosas, filosóficas ou culturais. Prefiro seguir o que o meu coração reconhece como verdadeiro. Talvez seja por isso que o nome do blog faz tanto sentido para mim. Não há guru aqui, nem fora daqui.
Escrevo porque acredito que colocar pensamentos em palavras é uma forma de os enfrentar. E se alguma coisa que escrevo fizer sentido para quem lê, se ajudar alguém a ver algo com mais clareza, então vale a pena.
Aqui não há guru. Há alguém a pensar em voz alta.